Eu tenho vontade, sim, de ser banal,
de falar de estrelas e de lua,
de por nas coisas todas
deste mundo,aquele
encanto condenado
do lugar comum.
Eu tenho vontade
de me estirar
na estrada,
cara pro céu,
olhos no
infinito e
assim, além,
entre poeira e
sons, deixar que
o meu corpo morra
por minutos e por
minutos, eternos, ressuscite.
Eu tenho vontade de ser anjo e
gente, abelha e flor, para
sorrindo e beijando a tua boca
ser céu e chão, semente, pólen,
vento, redenção.
CHACAL.
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